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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mulheres

08.02.2012
Hoje foi a despedida final da Iara, quarenta e dois minutos de conversa por telefone para ouvir o adeus final, necessário!

Eu digo sempre que o meu momento combina com uma música e assim para os outros também, uma boa maneira para O Mentalista captar o pensamento das pessoas e assim foi quando a Iara arrumando suas coisas na primeira mudança daquilo que seria a maior transformação nas nossas vidas assobiava alegremente.

Hoje desligando o telefone tenho uma certeza maior que nada foi deixado para trás.  

Parece que eu sabia
Que hoje era o dia...

Quanta gente vive a mesma coisa que eu vivi, alguns compõem músicas sobre isto e eu tento escrever.
Sinto-me em paz, desta vez não ouve brecha ou mal entendido, não houve um porque deixei de falar isto e resolvi escrever sobre as mulheres da minha vida.


Carmen
Primeiro ano do primário no Instituto de Educação do Paraná, por algum motivo fui para uma classe separada para alunos com deficiência, era um bando de capetas sim onde brigas ocorriam o tempo todo onde até um lápis tinto foi enterrado na minha cabeça deixando uma depressão e uma extensa cicatriz que trago até hoje. Mas lá também havia a Carmen e com ela nos fundos da escola em um depósito eu vi a sua vagina e ela meu pênis, a conversa era você urina e eu vejo depois eu.
Não foi amor e sim descoberta e não é esta a direção que desejo me expressar neste relato, porque sexo é sexo e se estamos aqui é porque qualquer coisa viva só pensa nisto senão viva não estaria. Eu desejo sim expressar é quando o amor foi o chefe.


Maria
A partir do segundo ano primário já estava na sala dos normais e curiosamente naquela época os melhores alunos eram visíveis na sala de aula, porque sentávamos em ordem dos resultados escolares, uma maneira de premiar aos que se destacavam e na minha vida escolar digo que sempre sentei na primeira fila com exceção do Colégio Estadual do Paraná na aula de desenho aonde eu ia para os fundos porque minha paixão pela professora Gladys era alucinante e lá atrás eu chegava a me deitar no chão para enxergar por baixo da sua saia aquilo que se tornou o meu maior fetiche na vida.
A Maria me acompanhou nesta etapa, sentava-se quase no fundo encostada a parede, branca de cabelos pretos, roliça e macia, meiga. Amor nunca declarado, mas em qualquer oportunidade encostado. Minha primeira música ligada a uma mulher e o nome da música era Maria tocada por orquestra e coro. Lembro-me que na época fazia sucesso a música do filme Exodus porque aí peço auxilio aos universitários do ano sessenta, não consegui achar nada na internet por falta de dados e o Google não aceita Maria lalálarã lalálarã Maria...
02/07/2012 - Uma universitária ajudou e está aí



Regina
Parece um salto enorme e o é, depois da Maria não houve uma mulher que eu conjugasse o verbo amar embora sexo fosse um cotidiano em todas as formas e coerente com o possível e o quase impossível da idade.
Acho engraçado quando comentam que antigamente era diferente neste sentido, minhas lembranças fazem a atualidade parecer casta embora o correto seja dizer que tudo continua igual, menos a tecnologia.
Fui para Passo Fundo em uma feira de ciências e cada um do grupo se instalou em uma casa de família e já no primeiro dia conheci Regina.
Ela foi à primeira mulher que namorei de fato, que beijei com o sentimento forte que o beijo oferece sem estarmos focados somente em uma ânsia sexual e nestes poucos dias nós vivemos uma deslumbrante descoberta do amor próximo.



Um relato mais completo deste momento está neste endereço 



Maria Helena
Este é um episódio que não retrata muito amor da minha parte sendo que ao contrário ela me amou profundamente.
Maria Helena (Tuca) surgiu na minha vida quando entrou na oficina de motocicletas em que eu estava fazendo manutenção da minha. Era uma menina mulher que mais adiante poderia compará-la sem muito erro a Gabriela interpretada pela Sônia Braga só que mais nova. Pediu uma carona e o resto aconteceu. Pela primeira vez o sexo apareceu no namoro. Era agradável. Só a facilidade aliada a uma situação esdrúxula de ela me abastecer financeiramente surripiando fortemente o dinheiro da sua avó fez isto continuar. Com a sua gravidez a situação rompeu-se e pouco mais fui para o exército. Na volta reatamos e fiquei aprendendo um pouco do que é ter um filho pressupostamente meu (na verdade tinha a cara do César um vizinho dela). Este pedaço da vida pode ter pouco significado no sentido amor, mas foi justamente neste segundo período que conheci um amor intenso, uma mulher maravilhosa chamada...


Vera
Fazendo um bico com o meu pai no ramo de representações fomos fazer a praça de Paranaguá. A noite se dirigindo ao hotel passa por mim uma menina linda e imediatamente avisei meu pai e fui atrás dela.
Passamos uma noite maravilhosa e até hoje guardo na memória em que o hotel que ficamos era de uma escuridão absoluta sem luz no quarto, pelo menos a miséria que eu carregava no bolso pagava a estadia e a entrada nós fizemos a luz do isqueiro, vantagem de ser fumante. O fato é que esta moça se molhava estrondosamente e eu nadei nos seus prazeres. Quando acordo pela manhã e acendo o isqueiro para ver as horas já eram mais de oito e nosso primeiro cliente do dia que era o seu João da Casa Irmãos Said estava marcado as oito. Com um rápido Como faço para te encontrar? Moro perto do Corpo de Bombeiros. Volto no fim de semana e irei te procurar lá, tchau, tchau. Voei até a loja e quando entro meu pai e seu João já estavam trabalhando e ambos me olharam de uma maneira estranha que me fez imediatamente acompanhar o que eles estavam vendo. Eu estava com sangue nos cabelos, na cara, nos braços e no resto do corpo embora este estivesse vestido. Todo aquele universo liquido que eu associei com orgasmos sem fim era a menstruação dela. Bom, de fato até hoje eu falo: comida e mulher eu gosto ensopado e carne tem que ser sangrando.
Já no fim de semana reunindo os raríssimos caraminguás peguei o trem e voltei a Paranaguá. Revirei a zona do Corpo de Bombeiros, entrei em todos os bares, andei na parte das casas e nada e não saber o nome dela piorava a procura. Talvez dez onze ou meia noite eu desistisse e fui até a estação ferroviária para ver se tinha trem à noite para Curitiba e lá na frente da estação estava ela.
Qual um filme americano de amor nós passeamos pela madrugada de Paranaguá, nas praças, na praia, brincamos de entrar pelos túneis de esgoto perto do mercado e com o sol nascendo procuramos um hotel. Pela primeira vez o amor se fez completo em mim.
Vivemos intensamente, ora em Paranaguá, ora em Curitiba, não existia mais nenhum hotel na Riachuelo ou nas espeluncas de Paranaguá que não nos conhecesse. Nossas refeições eram qualquer coisa, mesmo em frio intenso nossa vontade de ficar juntos superava qualquer adversidade.
Com lágrimas nos olhos escrevo que a maior experiência que é possível viver é amar e ser amado incondicionalmente.
Era inevitável em nossa ignorância, veio ao mundo o senhor Eduardo Souza Leopold e com ele o caos.

Eduardo


Eduardo e eu, no fundo a casa da sua mãe Sra. Cúnegundes e na varanda o seu irmão

Esta constância de vida em ambientes encardidos acabou acarretando em mim e na Vera uma doença de pele terrível que associada à luta das despesas da criação do filho na casa da sua mãe na Vila Portuária acabou acarretando conseqüências outras. Uma delas foi que nas segundas feiras eu sempre estava muito cansado e em uma delas deitei-me no sofá da sala e dormi. Meu pai em dia talvez também alterado me acordasse com algum resmungo tipo se aquilo era hora. Pela primeira e única vez eu levantei a voz para ele e imediatamente com uma vergonha terrível fui para o meu quarto e fiz minha mala dando um adeus definitivo e fui morar em uma pensão.
Um intervalo: Nesta época eu era representante da Artex de Blumenau e passado uns dez dias deste acidente estava eu trabalhando na casa Hermann na Carlos de Carvalho e meu pai passou e cruzamos nossos olhares, sem palavras nos aproximamos e nos abraçamos.

Amor, saudade e remorso até o meu fim.

Com as despesas aumentando nada mais funcionava e sem me lembrar como foi acabou acontecendo um ponto final.
Não tenho fotos da Vera, em meu cérebro a sua imagem está tatuado permanentemente, se fosse dizer com quem ela era parecida seria com a Liza Minelli.


Marisete
A vida na pensão sem os encargos da paternidade embora a falta de dinheiro fosse constante acabaram fazendo um período diferente e totalmente inconseqüente. Vida pagã menos no trabalho. Curiosamente na minha vida mesmo fazendo coisas totalmente censuráveis fui um aluno exemplar, um soldado idem e no trabalho fiz o meu melhor sempre.
Mulheres no centro de Curitiba nem se pensava, elas existiam de todas as formas possíveis e com todas as facilidades embora nenhuma resultasse em amor como eu conhecera com a Vera.
Neste período acabei saindo da Artex e fiz uma sociedade com o meu pai na empresa de Representações assumindo a região do sudoeste do Paraná e atirando também no norte e em Santa Catarina.
Um dia pela manhã indo buscar meu carro no estacionamento para ir a Paranaguá trabalhar eis que um cachorrinho vem por trás e me morde a canela, no susto me virei e lhe atirei um pontapé que errei só que meus óculos voaram e quebraram. Dia de sol peguei o substituto que era escuro e na passagem encontrei meu irmão Frederico casualmente e pedi a ele que me fizesse o favor de levá-lo para conserto na Boa Vista.
Quando fui buscá-lo a tarde não era a pessoa que normalmente me atendia e sim uma mulher baixinha com olhos brilhantes, um sorriso resplandecente e uma alegria latente. Eu moro sozinho aqui perto, quer ir conhecer? Sim.
E no meio de tantas mulheres com ela foi diferente e depois de um longo tempo sem fazer a pergunta, perguntei – Nos veremos amanhã? Sim.
E depois, e depois...
Já não havia outras mulheres, pelo menos não as procurava e as habitues aconteciam sem nenhuma empolgação ou gentileza. Uma cena curiosa que a Marisete vai se relembrar foi em um domingo: Neste dia ela tinha um piquenique com o pessoal da Ótica Boa Vista e no sábado eu iria jogar baralho então não se encontramos. Antes de eu ir estava na frente da pensão quando passou uma mulher linda, grávida e com o rosto molhado de lágrimas. Ela era do Rio de Janeiro e tinha vindo a Curitiba procurar seu namorado. Dei-lhe suporte e conversamos bastante, era uma mulher visivelmente vinda de uma boa estrutura familiar inclusive comentou que era neta ou bisneta do Marechal Floriano Peixoto. Sem nenhuma necessidade proeminente deixe-a no meu quarto e a desfrutei de madrugada na volta do jogo. Nós dormindo e quem chega foi ela a minha doce Marisete que com calma expulsa a carioca do meu quarto e sem trocar palavras a substituí.
E assim foi um tempo sem tempo e a vida sendo levada com a energia da juventude até...
Estou grávida. Grávida? Imagino uma alternativa para o que ocorreu. Não querendo perde-la e sem saber exatamente o que fazer eu fui à casa dos meus pais e encontrei primeiro o meu pai. Contei a situação e ele perguntou o que eu desejava fazer e aí eu disse que casar poderia ser bom (Nesta época eu já freqüentava a casa dos pais dela e do meu sogro fui um grande amigo). Meu pai achou que sim e assim foi. A alternativa que mencionei acima seria se eu tivesse encontrado a minha mãe, seguramente ela indicaria o aborto.
E assim aconteceu em junho de 1.975 nos casamos. Em outubro Dennis Leopold se fez presente.

Três meses após nova gravidez e em outubro de 1.976 Sammy Leopold.



A vida se tornou um contínuo de responsabilidades, filas homéricas de embalagem de leite e sopas Nestlé acumulavam embaixo da nossa casa. Médico, roupas, supermercado, escola, trabalho, trabalho até...

Até eu transformar isto em um inferno inenarrável. Não me lembro até esta época de ter tido ciúmes, sexo era algo tão cotidiano que fidelidade nem constava no meu dicionário e nem do dela. Mesmo casado no começo isto não perturbava, só que então enxergando o panorama completo caiu à ficha com a pergunta; Por que raios os filhos eram meus? No campeonato dos espermatozóides só os meus foram vencedores?

E a desconfiança criou força e os crimes passionais estampados na primeira página da Tribuna passaram a ser nossa realidade possível.

Esta situação se arrastou para mais de cinco anos quando a separação efetivamente ocorreu. Alguns anos depois o teste de DNA que era absurdamente caro mais o Dr. Rui Pilotto que fazia a coleta para enviar a um laboratório nos Estados Unidos confirmaram que o Schumacher e o Vettel efetivamente tinham ganhado a corrida. Era muito tarde para colar algo tão estilhaçado e a minha vida já estava em outro rumo e nele permaneceria por quase trinta anos.
Mesmo descrevendo esta parte ruim do relacionamento hoje efetivamente me vem forte na memória as coisas boas como a sua enorme alegria em viver e fazê-lo comigo, o seu carinho e esmero na cozinha e no cuidado da casa, sabendo que eu gostava de patê de fígado não se contentou em comprá-lo pronto e sim comprava a carne e o fazia em casa, delicioso! A maneira que nos compartilhávamos sem nenhum pudor de todos os nossos cheiros e gostos, degustados com grande prazer! Nosso amor pode ter sido uma coisa brutal como no filme Calígula, mesmo assim foi amor.

Toda forma de amar vale a pena. Não se preocupe com a sua
Deve ser por isso que existe amor que nasce meio quadrado, meio sem querer
Que existe triângulo amoroso e amores que andam em círculos
Porque o amor, não importa a forma, tem o privilégio da juventude
Amor, não envelhece com a gente. Nunca muda
Nem na essência e muito menos na alma
O que às vezes muda é só a forma de amar
Mas de amar, o amor de sempre.*



Iara
Meu nome é João e meu sobrenome é trabalho. Vinte e oito anos de idade com uma dívida de Cr$10.000.000,00 sendo que tudo o que eu tinha pelo preço de venda chegaria a Cr$6.000.000,00.
A Iara antecede no tempo a isto, ela já era gerente da loja indicada por aquela que é minha especial amiga, irmã e ex-sócia Solange Tambosi.

Solange Tambosi – Ela é uma história completa na minha vida, nossa amizade e a confiança que temos um no outro é uma das coisas mais belas que aconteceram comigo!


A minha vida profissional é outra história e só a menciono aqui porque ela foi o ingrediente principal para compor aquilo que iria acontecer.
A lembrança dela nesta época aparece com uma situação curiosa, na loja um dia a Iara veio trabalhar com um collant muito decotado e eu pedi que ela não usasse mais aquilo na empresa, no futuro aquele choque me fez sempre procurar uniformes discretos que culminaram em uma bela camisa que tudo escondia porque uma profissional que precisa exibir um corpo para trabalhar não é a profissional que eu quero trabalhando comigo.
Outra situação que me deixa a lembrança da Iara nesta época foi causada pela Marisete. Neste tempo era comum eu pegar o cigarro aceso de alguém no cinzeiro e fumá-lo e um deles acho que era dela o apaguei em meu cinzeiro do carro, no filtro marca de batom. A Marisete viu e urrou, a premissa que era um cigarro da Iara ficou por ter sido esta a maior possibilidade. Curiosamente mais adiante a Marisete culpou violentamente a Iara pelo término do nosso casamento e até porque efetivamente eu tinha casado com ela. Então Marisete agora que não tenho mais nenhum motivo possível para mentir escrevo dizendo que nada, absolutamente nada existiu antes e como as coisas aconteceram vai aparecer mais na frente.
Com a separação da Marisete e eu dividindo o meu tempo entre a loja e o escritório de representações eu optei por me dedicar só ao comércio varejista. Em 1978 quando abri a empresa conversei com a irmã da Marisete a Sra. Janete Chiuratto da Luz para ser minha sócia, ela trabalhava de vendedora no supermercado Jumbo e entrou sem parte financeira, os cinqüenta por cento que lhe couberam seria para que a sua presença fosse diária em quanto eu continuaria com o meu outro trabalho.
E a Jane foi uma ótima sócia só que com a separação e mais a minha decisão de ficar no comércio passei a ela uma loja completa e estocada e fiquei com a outra assumindo o ativo e o passivo que gerou os valores acima.
A Iara não mais trabalhava comigo e sim numa cooperativa de leite, nos encontrávamos porque ela era cliente e assídua da loja. Até então nada havia entre nós, um companheirismo igual ao que eu mantinha com o grupo de trabalho.
Um dia o grupo da loja mais a Iara marcaram uma viagem para a Ilha do Mel e por coincidência aquele fim de semana eu iria descer ao litoral para vender algumas caixas de bronzeadores então se desse tudo certo para mim se encontraríamos na entrada de Pontal do Sul.
Deu certo porque vendi todo o estoque à vista para o primeiro cliente que visitei. Neste grupo ia uma pessoa que eu estava bastante interessado, uma pessoa inteligente, articulada que eu já projetava como meu braço direito na loja. Além disto, tinha uma imagem muito semelhante a da Maria, meu amor do Instituto de Educação.
Já na ilha o pessoal contratou um barco para nos levar ao outro lado, da minha parte eu decidi ir a pé contornando e eis que a Iara propõe a ir junto comigo. Mais adiante o pessoal entrou no mar e eu não e quem ficou junto, a Iara. Subindo, descendo, andando de lado eu ia falar e quem estava junto a Iara.
Recentemente eu soube através daquela que eu desejava na época que as coisas foram premeditadas, ela era muito amiga da Iara e tinha recebido uma confissão dela sobre o interesse a mim. Nada era coincidência e isto explica porque ela sempre carregava livros quando ia trabalhar já que os que me conheciam sabiam que eu era e sou um leitor compulsivo.
Nossa primeira vez foi sem graça, não havia nenhum sentimento maior da minha parte.
Um interesse maior e aí sim o primeiro foi quando eu com uma vértebra fraturada, engessado do pescoço até a altura da virilha, morando em um quarto/banheiro. Eu recebi a sua visita e pedi a sua ajuda. Esta lembrança sim ficou escrita em pedra e foi um marco importante para as decisões que tomei depois.
Conhecer a sua família foi outro fator importante, a empatia que tive pelo seu irmão Ubirajara (Bira) foi muito forte e tal como peças Lego fui montando uma idéia.
Fui muito claro com ela, gostava dela sim embora um pouco distante do que eu conhecia como amor, gostava muito da união da sua família e acima de tudo algo muito profissional.
Eu precisava estar casado por causa da empresa, as pessoas que eu queria estivessem comigo teriam que ter o perfil: Casadas e bem casadas e com famílias estruturadas. Agora eu solteiro jamais teria possibilidades disto acontecer porque se uma mulher desta viesse trabalhar comigo e o marido aceitasse também não seria a profissional que eu queria. Antes eu tinha a Jane como sócia e isto equilibrava. Sozinho a situação era diferente.
A Iara aceitou isto e mais, sem filhos e ela teria que fumar.
Meu palpite era que o amor viria com o tempo como de fato ele veio muito rapidamente e arrendou por todos estes anos meu sentimento.

E foi dada a partida com a benção do Padre Emir Calluf. Para um ateu e casar assim para agradar a quem seria meu grande amor a escolha de quem consagrou a união foi perfeita. Leia neste endereço sobre ele e quem o conheceu sabe. http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1165000




Eu estava começando a subir a montanha e ela a descer.
Narrar a minha vida com a Iara não cabe em páginas, um livro, e um livro realmente grande talvez cumprisse uma parte dela.
Vivemos e como vivemos com uma exceção todo o resto fizemos juntos e até o primeiro cume de montanha alcançamos juntos.
Na fotografia do beijo eu digo que estava começando a subir na escala do amor e ela estava descendo e só atualmente eu enxergo o quadro completo apesar dele começar a receber as primeiras tintas alguns meses após o nosso casamento.
O ponto final deste livro foi digitado, o filme chegou ao seu final e a atriz principal recusa-se a fazer um novo capitulo.
"Já tive mulheres de algumas cores,
De várias idades, de muitos amores.
Com umas até certo tempo fiquei.
Prá outras apenas um pouco me dei.

Mulheres
Para as mulheres que pintaram as cores no quadro da minha vida, para elas que em algum momento por minha causa se sentiram bonitas, inteligentes e brilhantes e seus olhos viram em mim um rapaz lindo e maravilhoso, uma música que diz isto: